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title: "GLAUCO DINIZ DUARTE &#8211; Binacional"
url: https://glaucodinizduarte.com.br/2018/09/10/glauco-diniz-duarte-binacional/
author: turbogdd
date: 2018-09-10T23:12:12-03:00
categories: [GLAUCO DINIZ DUARTE]
tags: [Binacional, glauco diniz, Glauco Diniz Duarte, Glauco Duarte]
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# GLAUCO DINIZ DUARTE &#8211; Binacional

[![GLAUCO DINIZ DUARTE - Binacional](http://glaucodinizduarte.com.br/wp-content/uploads/2018/09/GLAUCO-DINIZ-DUARTE-Binacional-300x168.jpg)](http://glaucodinizduarte.com.br)GLAUCO DINIZ DUARTE – Binacional 

# GLAUCO DINIZ DUARTE – Brasil negocia hidrelétrica binacional com a Bolívia

 

## Brasil e Bolívia devem dar em maio o pontapé inicial para a construção de uma usina hidrelétrica binacional no lado boliviano do rio Madeira. A usina, segundo fontes, terá aproximadamente 3.000 MW de capacidade instalada, com custo estimado em R$ 15 bilhões. E, caso se confirme o cronograma pensado por autoridades brasileiras e bolivianas, deve entrar em operação ao redor de 2022.

 

## O primeiro passo será a visita do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ao país vizinho no mês que vem. Segundo as fontes, ele deve assinar na ocasião um memorando de entendimentos com o governo boliviano para dar início aos estudos de viabilidade técnica e ambiental da nova usina.

 

## Ao Valor, o ministro confirmou as discussões com a Bolívia. Disse que a hidrelétrica binacional no rio Madeira “tem um sentido estratégico para nós muito grande, pois pode fazer com que possamos otimizar ainda mais as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio e ainda regularizar o ritmo hídrico do rio Madeira de forma mais eficiente, para contribuir enormemente com a economia, tanto do lado boliviano como do lado brasileiro”.

 

## “Isso [as conversas com os bolivianos] já está andando com velocidade, mas ainda não temos uma data”, afirmou Braga.

 

## A hidrelétrica binacional deve fazer parte de um acordo de cooperação energética que está sendo negociado entre La Paz e Brasília. O acordo pode incluir também a construção de termelétricas na fronteira e linhas de transmissão que permitam ao país vizinho exportar energia ao Brasil.

 

## A intenção do lado boliviano é que todas as novas usinas somem 7.500 MW de capacidade instalada – o que eqüivale a meia Itaipu. A finalidade desses projetos é a exportação de energia para o Brasil, uma vez que a Bolívia tem uma demanda máxima de 1.280 MW.

 

## Braga esteve reunido em março em Brasília com o ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Luis Alberto Sánchez Fernández, e uma comitiva boliviana que veio ao país para discutir o tema. Na ocasião, os bolivianos se reuniram também com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), da Eletrobras, do Ministério do Meio Ambiente, do Itamaraty e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A expectativa do governo boliviano e de especialistas do setor elétrico é que a usina binacional seja financiada pelo banco estatal brasileiro.

 

## Uma fonte do governo brasileiro disse que, pelo cronograma pensado até o momento, a obra deve começar em 2018, após a apresentação de todos os estudos técnicos e a aprovação pelos Legislativos dos dois países.

 

## “Os bolivianos querem exportar energia para o Brasil”, disse a fonte. “E para nós interessa essa cooperação energética, dado que o Brasil está precisando de energia.”

 

## Uma fonte do governo boliviano disse ao Valor que, no encontro em maio, técnicos dos dois governos devem ter uma idéia mais clara do valor da obra e também sobre a questão do financiamento.

 

## Segundo Nivalde José de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, a usina custaria em torno de R$ 15 bilhões. E “o lógico é que o BNDES financie essa obra”, afirmou.

 

## Castro atuou como consultor do governo boliviano na elaboração de uma nova lei para o setor elétrico, que deve regulamentar, entre outras coisas, a exportação de energia pela Bolívia.

 

## “A construção da binacional pode abrir as portas para a exportação de energia da Bolívia para o Brasil”, disse. Segundo ele, a binacional será “uma cópia escrita e escarrada” da usina de Jirau, que o Brasil construiu no rio Madeira. “Inclusive, boa parte dos estudos técnicos são semelhantes, o que deve reduzir os custos.”

 

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