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title: "GLAUCO DINIZ DUARTE  Ignora"
url: https://glaucodinizduarte.com.br/2019/01/14/glauco-diniz-duarte-ignora/
author: turbogdd
date: 2019-01-14T11:01:14-03:00
categories: [GLAUCO DINIZ DUARTE]
tags: [glauco diniz, Glauco Diniz Duarte, Glauco Duarte, Ignora]
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# GLAUCO DINIZ DUARTE  Ignora

[![GLAUCO DINIZ DUARTE  Ignora](http://glaucodinizduarte.com.br/wp-content/uploads/2019/01/GLAUCO-DINIZ-DUARTE-Ignora.jpg)](http://glaucodinizduarte.com.br/wp-content/uploads/2019/01/GLAUCO-DINIZ-DUARTE-Ignora.jpg)GLAUCO DINIZ DUARTE Ignora 

# GLAUCO DINIZ DUARTE Leilão de energia ignora risco político com recordes e R$5,3 bi em investimentos

 

## Um leilão promovido pelo governo brasileiro nesta quarta-feira para contratar novos projetos de energia ignorou a tensão política dos últimos dias e conseguiu atrair investidores interessados em aportar mais de 5 bilhões de reais na construção de cerca de 1 gigawatt em novas usinas, além de registrar uma redução recorde nos preços de venda da produção futura dos empreendimentos.

 

## Em meio a um forte apetite de elétricas por projetos de geração renovável, a maior economia da América Latina registrou os mais baixos preços de sua história para a compra de energia solar e eólica, ultrapassando marcas vistas ainda no final de 2017, quando essas fontes renováveis já haviam surpreendido especialistas ao alcançar preços inferiores até mesmo aos de hidrelétricas, principal fonte energética no Brasil.

 

## “O leilão foi muito bem sucedido… A instabilidade política, o risco político, não influenciou”, disse a jornalistas o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, em coletiva de imprensa após o final do evento.

 

## “Curiosamente, isso mostra uma resiliência muito grande. O setor elétrico fez um leilão de sucesso em uma semana talvez um pouco conturbada das notícias… O investidor entrou sabendo exatamente o que estava precificando, e não vejo risco no leilão relacionado a essa esfera”, adicionou o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Tiago de Barros.

 

## Os projetos viabilizados no pregão, o chamado “A-4”, precisarão entrar em operação até janeiro de 2022. Os vencedores assinarão contratos de venda da geração às distribuidoras de eletricidade locais por prazos de 20 anos, para projetos eólicos e solares, e 30 anos para usinas hídricas e de biomassa.

 

## As solares, que responderam por quase 80 por cento da energia negociada no certame, com 806,6 megawatts em capacidade, praticaram preços entre 117 e 118 reais. Os valores representam deságio de cerca de 60 por cento frente ao teto definido para a fonte e bateram de longe os 143,50 reais do recorde anterior.

 

## As eólicas, com 114,4 megawatts em projetos vencedores, tiveram deságio de mais de 70 por cento, com a venda da produção futura por 67,60 reais –contra cerca de 97 reais no ano passado.

 

## O certame contratou ainda 61,8 megawatts em térmicas a biomassa e 41,6 megawatts em pequenas hidrelétricas, com deságios também expressivos, de 40 e 30 por cento, respectivamente.

 

## O deságio médio da licitação, se consideradas todas as fontes, foi de 59 por cento.

 

## Antes do certame, consultorias esperavam uma contratação mais próxima à do A-4 do ano passado, entre 500 e 600 megawatts em capacidade. Mas segundo Barros, da Aneel, a capacidade negociada ao final foi maior devido a um foco nos projetos solares, que têm produtividade inferior às demais fontes.

 

## “Mesmo com a demanda ainda com reflexo da economia desaquecida… Com essa demanda ainda pequena, a gente viabilizou investimentos em um montante bastante expressivo, o que é razão para comemorar”, afirmou.

 

## Azevedo, do Ministério de Minas e Energia, afirmou que a contratação mais expressiva dos empreendimentos solares deve-se a uma recente decisão de não incluir projetos da fonte no próximo certame previsto, o A-6, que deve acontecer até agosto.

 

## “Chegamos à conclusão de que o leilão A-6 não deve ter solar participando, então privilegiamos ela no A-4”, disse.

 

## Ele também afirmou que o governo procurará priorizar a contratação de projetos de acordo com previsões de longo prazo publicadas ao mercado em um documento oficial, o Plano Decenal de Energia, de modo a garantir uma maior previsibilidade e atrair os investidores.

 

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